Calculadora PGBL/VGBL: Previdência Privada Brasil
Calcule a tributação no resgate de PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) ou VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) no Brasil — previdência privada complementar com regimes fiscais favoráveis para longo prazo.
Adjust the inputs and select Calculate for a full breakdown.
Compare Common Scenarios
How the numbers shift across typical situations for this calculator:
| Scenario | Imposto sobre resgate | Líquido após imposto |
|---|---|---|
| R$ 500 000 · 10% (10+ anos) | 50,000 | 450,000 |
| R$ 200 000 · 15% (8-10 anos) | 30,000 | 170,000 |
| R$ 100 000 · 25% (4-6 anos) | 25,000 | 75,000 |
| R$ 50 000 · 35% (resgate antecipado <2 anos) | 17,500 | 32,500 |
How This Calculator Works
Indique o valor do resgate e a alíquota aplicável. Para PGBL: base = TOTAL resgatado (princípio + rendimentos), pois contribuições foram dedutíveis no IR. Para VGBL: base = apenas RENDIMENTOS gerados. ESCOLHA DA TABELA: REGRESSIVA (35-10% conforme tempo) — vantajosa para longo prazo, IRREVOGÁVEL após escolha. PROGRESSIVA (0-27,5% como salário) — favorável só para baixa renda. Para horizontes >10 anos: regressiva 10% é quase sempre melhor.
The Formula
Percentage of an Amount
Amount is the base value, Percentage is the rate applied to it
Worked Example
PGBL resgatado após 12 anos com saldo R$ 500 000 (contribuições R$ 300 000 + rendimentos R$ 200 000). Tabela REGRESSIVA 10% (após 10 anos): imposto = R$ 500 000 × 10% = R$ 50 000. Líquido R$ 450 000. Para mesma situação em VGBL (base só rendimentos R$ 200 000): imposto = R$ 200 000 × 10% = R$ 20 000. Líquido R$ 280 000 (rendimentos) + R$ 300 000 (princípio não tributado) = R$ 480 000. VGBL +R$ 30 000 net face a PGBL. MAS: PGBL teve economia de IR durante 12 anos de contribuições (deduções 12% × R$ 25 000/ano × 27,5% marginal = R$ 825/ano × 12 = R$ 9 900). Diferença real ~R$ 20 000 — escolha não óbvia, depende do perfil tributário.
Key Insight
PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) são os dois principais instrumentos de previdência privada complementar no Brasil. Stock total: ~R$ 1,3 trilhões em ativos (SUSEP 2024), com mais de 15 milhões de planos ativos. Equivalentes funcionais ao PPR português ou ao 401(k) americano. DIFERENÇA FUNDAMENTAL PGBL vs VGBL. PGBL: contribuições DEDUTÍVEIS do IR durante o período de contribuição, até 12% da renda BRUTA anual (com declaração COMPLETA do IR). Tributação no resgate: sobre o VALOR TOTAL (princípio + rendimentos). Vantagem: economia imediata de IR durante a vida ativa. Desvantagem: tributação maior na saída (sobre todo o saldo). VGBL: contribuições NÃO DEDUTÍVEIS. Tributação no resgate: APENAS sobre os rendimentos gerados, não sobre o princípio. Vantagem: tributação menor no resgate. Desvantagem: sem benefício fiscal durante contribuição. QUANDO ESCOLHER PGBL? (1) Quem faz declaração COMPLETA do IR (não simplificada). (2) Quem tem renda anual significativa para usar bem a dedução de 12%. (3) Quem está em escalão IR alto (27,5% marginal) — máxima economia de IR durante contribuição. QUANDO ESCOLHER VGBL? (1) Quem faz declaração SIMPLIFICADA do IR. (2) Quem tem baixa renda e não 'precisa' da dedução. (3) Quem prevê estar em escalão IR mais baixo no resgate (aposentadoria). (4) Para complementação além dos 12% do PGBL — VGBL para o excedente. TABELAS DE TRIBUTAÇÃO NO RESGATE. PROGRESSIVA: mesma tabela mensal do salário (0-27,5%). Aplicada na fonte como antecipação, com ajuste final na declaração anual de IR. Favorável apenas para baixa renda na aposentadoria. REGRESSIVA (escolhida pela maioria): por tempo de aplicação. 35% (até 2 anos), 30% (2-4), 25% (4-6), 20% (6-8), 15% (8-10), 10% (10+ anos). Para longo prazo: 10% é EXCELENTE — melhor que renda fixa (15% após 2 anos) e ações (15-20%). ESCOLHA IRREVOGÁVEL: para PGBL/VGBL na contratação ESCOLHE-SE entre progressiva e regressiva. Para regressiva: ESCOLHA IRREVOGÁVEL — não pode mudar depois. RECOMENDAÇÃO: para horizontes >10 anos, regressiva é quase sempre superior. Para horizontes <5 anos, comparar com cuidado. RESCATES PARCIAIS: PGBL e VGBL permitem resgates parciais durante o acumulado. Tributação aplica-se a cada resgate parcial. Atenção para PGBL na tabela regressiva: cada resgate parcial usa critério PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) ou PUPS (Último a Entrar, Último a Sair) conforme contratação — afeta significativamente o tempo de aplicação considerado para a tabela regressiva. APLICAÇÕES INTERNAS. Fundos PGBL/VGBL aplicam-se em diversos perfis: (a) RENDA FIXA: mais conservador, retorno ~10-12% nominal/ano (Selic + spread). (b) MULTIMERCADO: balanceado entre renda fixa e variável, ~12-15%. (c) RENDA VARIÁVEL: ações, ETFs, mais agressivo, ~15-20% médio (com volatilidade). (d) PERFIS DE 'CICLO DE VIDA': automaticamente mais agressivos quando longe da aposentadoria, mais conservadores próximo. Taxa de administração: 0,5-3% ao ano — fator significativo para o retorno líquido. PERDA HISTÓRICA dos previdência privada vs alternativas: (1) Taxa de administração elevada (média 1,5-2% face a 0,3-0,8% de ETFs). (2) Performance histórica frequentemente inferior ao CDI. ALTERNATIVAS competitivas: ETFs de renda fixa (LFTs via ETF), Tesouro Direto (Tesouro IPCA+), LCI/LCA isentas de IR. SOBREVIVÊNCIA E SUCESSÃO. Em caso de morte do titular antes do resgate: capital transferido aos beneficiários designados conforme contrato. Tributação: tabela escolhida (progressiva ou regressiva) com tempo de aplicação acumulado. ITCMD (Imposto Estadual sobre Transmissão Causa Mortis) NÃO se aplica a PGBL/VGBL — vantagem sucessória importante. Para fortunas significativas (>R$ 1 milhão): PGBL/VGBL via VGBL é via importante de planejamento sucessório, escapando 4-8% de ITCMD estadual.
PGBL vs VGBL: a decisão fiscal fundamental
A escolha entre PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) é a decisão fiscal mais importante da previdência privada brasileira. Embora ambos sirvam o mesmo propósito (poupança de longo prazo para aposentadoria), as suas implicações fiscais são completamente diferentes.
PGBL: contribuições DEDUTÍVEIS do IR durante a vida ativa, até 12% da renda bruta anual. Condição: deve fazer DECLARAÇÃO COMPLETA do IR (não simplificada). Para quem está em escalão marginal 27,5% e contribui o máximo (12% × renda): economia anual significativa. Para renda R$ 100 000/ano: dedução máxima R$ 12 000, economia IR R$ 3 300/ano. Tributação no resgate: sobre o VALOR TOTAL (princípio + rendimentos).
VGBL: contribuições NÃO DEDUTÍVEIS do IR. Sem economia fiscal na vida ativa. Tributação no resgate: APENAS sobre os rendimentos gerados, não sobre o princípio. REGRA DE OURO PARA ESCOLHA: PGBL favorável quando faz declaração COMPLETA + tem renda suficiente para usar bem a dedução 12% + está em escalão marginal alto (27,5%). VGBL favorável quando faz declaração SIMPLIFICADA + prevê escalão mais baixo no resgate + tem capital para investir além dos 12% do PGBL (limite de dedução). ESTRATÉGIA HÍBRIDA RECOMENDADA: para perfis de alta renda fazendo declaração completa: PGBL ATÉ O LIMITE DOS 12% para maximizar dedução, + VGBL ADICIONAL para excedente que ainda quer poupar. Combinação otimizada para grandes patrimônios.
Tabela regressiva: a melhor opção para longo prazo
A tabela regressiva de tributação dos planos de previdência privada brasileiros (PGBL e VGBL) é uma das estruturas fiscais mais favoráveis do sistema tributário para investimentos de longo prazo. Recompensa significativamente quem deixa o capital investido por mais tempo, com alíquota mínima de 10% após 10 anos.
ESTRUTURA da tabela regressiva. Resgates até 2 anos: 35% IR. 2-4 anos: 30%. 4-6 anos: 25%. 6-8 anos: 20%. 8-10 anos: 15%. ACIMA DE 10 ANOS: 10% — alíquota mínima. Esta é uma das alíquotas mais baixas disponíveis para investimentos no Brasil — comparável aos LCI/LCA (isentos mas com prazo curto), e melhor que renda fixa tradicional (15% após 2 anos) e ações (15-20%).
ESCOLHA IRREVOGÁVEL: na contratação do PGBL/VGBL escolhe-se entre tabela regressiva e progressiva. Para tabela regressiva: ESCOLHA IRREVOGÁVEL — não pode ser alterada posteriormente. ESTRATÉGIA OTIMIZADA. Para acumulação de longo prazo (>10 anos até resgate): regressiva é quase sempre superior. Para perfis com expectativa de resgate em <5 anos (que não é o objetivo ideal de previdência privada): progressiva pode ser melhor se renda esperada baixa. CASO PRÁTICO: investidor contribui R$ 1 000/mês durante 30 anos em PGBL com rentabilidade média 8%/ano. Saldo final: ~R$ 1 365 000. Resgate único após 30 anos (tabela regressiva 10%): IR R$ 136 500, líquido R$ 1 228 500. Se progressiva (27,5% marginal): IR R$ 375 375, líquido R$ 989 625. Diferença: R$ 238 875 a favor da regressiva. Para perfis em fase ativa: regressiva é geralmente OBVIAMENTE a escolha certa para previdência privada de longo prazo.
Sucessão e ITCMD: a vantagem oculta da previdência privada
Uma vantagem frequentemente esquecida (mas significativa) do PGBL e VGBL é o tratamento sucessório. Em caso de morte do titular, os planos não estão sujeitos ao ITCMD (Imposto Estadual sobre Transmissão Causa Mortis) — economia fiscal de 4-8% conforme estado para os beneficiários.
ITCMD NORMAL: imposto estadual sobre herança e doações, alíquotas variáveis por estado. São Paulo 4%, Minas 5%, Bahia 4-8% progressivo, Rio 4-8% progressivo. Para herança de R$ 1 milhão em SP: ITCMD R$ 40 000. Para Bahia: R$ 60 000. PGBL e VGBL: ISENTOS de ITCMD. O capital transfere direto aos beneficiários designados no contrato, sem passar pelo inventário judicial. Vantagem sucessória CRUCIAL para grandes patrimônios.
EXEMPLO. Patrimônio de R$ 2 milhões. Sem planejamento: tudo em conta corrente e investimentos diretos. ITCMD em SP (4%): R$ 80 000. Mais custas judiciais inventário (~R$ 40 000) + advogado (~R$ 30 000) = R$ 150 000 total + tempo de inventário 1-3 anos durante o qual herdeiros têm acesso limitado ao patrimônio. COM PLANEJAMENTO via VGBL. R$ 1 milhão em VGBL para os filhos. R$ 1 milhão em outros bens. ITCMD SP só sobre R$ 1 milhão = R$ 40 000. Custos inventário reduzidos pela metade. Acesso imediato aos R$ 1 milhão do VGBL (sem inventário). ECONOMIA TOTAL: R$ 50 000 + agilidade. Para patrimônios maiores (R$ 5+ milhões): VGBL como instrumento sucessório torna-se decisão de planejamento financeiro central. Limites: VGBL precisa ter beneficiários designados explicitamente no contrato. Mudança de beneficiários: simples comunicação à seguradora, sem impostos. Em caso de divisão entre cônjuge e filhos: pode designar com percentuais específicos por beneficiário.
Tributação no resgate por tempo de aplicação (tabela regressiva)
Imposto sobre resgate de PGBL (sobre total) ou VGBL (apenas rendimentos) conforme tempo de aplicação na tabela regressiva. Para tabela progressiva: comparar com escalão IR aplicável.
| Valor resgatado | Até 2 anos (35%) | 4-6 anos (25%) | 8-10 anos (15%) | 10+ anos (10%) |
|---|---|---|---|---|
| R$ 50 000 | R$ 17 500 | R$ 12 500 | R$ 7 500 | R$ 5 000 |
| R$ 100 000 | R$ 35 000 | R$ 25 000 | R$ 15 000 | R$ 10 000 |
| R$ 250 000 | R$ 87 500 | R$ 62 500 | R$ 37 500 | R$ 25 000 |
| R$ 500 000 | R$ 175 000 | R$ 125 000 | R$ 75 000 | R$ 50 000 |
| R$ 1 000 000 | R$ 350 000 | R$ 250 000 | R$ 150 000 | R$ 100 000 |
| R$ 2 000 000 | R$ 700 000 | R$ 500 000 | R$ 300 000 | R$ 200 000 |
Para PGBL: base = valor TOTAL resgatado. Para VGBL: base = apenas RENDIMENTOS. Tabela regressiva IRREVOGÁVEL após escolha. Para resgates parciais: critério PEPS ou PUPS conforme contrato. ITCMD não se aplica (vantagem sucessória). Comparar com tabela progressiva (escalões IR 0-27,5%) na contratação.
Frequently Asked Questions
Qual a diferença entre PGBL e VGBL?
PGBL: contribuições DEDUTÍVEIS do IR até 12% renda bruta (declaração completa). Tributação resgate sobre TOTAL (princípio + rendimentos). VGBL: contribuições NÃO dedutíveis. Tributação resgate apenas sobre RENDIMENTOS. Escolha depende: declaração completa = PGBL geralmente favorável; declaração simplificada = VGBL preferível.
Tabela regressiva ou progressiva?
REGRESSIVA: 35% (até 2 anos), 30% (2-4), 25% (4-6), 20% (6-8), 15% (8-10), 10% (10+). IRREVOGÁVEL após escolha. Vantajosa para longo prazo. PROGRESSIVA: mesma tabela mensal salário (0-27,5%). Favorável só para baixa renda na aposentadoria. Para horizontes >10 anos: regressiva é quase sempre superior.
Posso resgatar antes da aposentadoria?
Sim, resgates parciais ou totais permitidos a qualquer momento. Tributação aplica-se a cada resgate. Para tabela regressiva: critério PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) ou PUPS conforme contrato — afeta significativamente o tempo considerado. Carência inicial típica: 60 dias após primeira contribuição.
Quanto posso poupar em IR com PGBL?
Até 12% da renda bruta anual em contribuições dedutíveis (declaração completa). Para renda bruta R$ 200 000 e marginal 27,5%: contribuição máxima R$ 24 000, economia IR R$ 6 600/ano. Em 30 anos: R$ 198 000 economizados. Acumulados podem ser investidos adicionalmente — vantagem cumulativa significativa.
PGBL/VGBL tem ITCMD na sucessão?
Não. PGBL e VGBL NÃO incidem ITCMD (Imposto Estadual sobre Transmissão Causa Mortis) — vantagem sucessória importante. Para fortunas grandes: VGBL é instrumento de planejamento sucessório significativo, escapando 4-8% ITCMD estadual aplicável a outros bens. Beneficiários designados no contrato recebem direto.
Como escolher o fundo dentro do PGBL/VGBL?
Conforme perfil de risco e horizonte. RENDA FIXA: conservador, ~10-12%/ano. MULTIMERCADO: balanceado, ~12-15%. RENDA VARIÁVEL: agressivo, ~15-20% médio (volátil). CICLO DE VIDA: ajusta automaticamente conforme proximidade aposentadoria. Atenção à TAXA DE ADMINISTRAÇÃO (0,5-3%/ano) — fator crítico para retorno líquido. Comparar com alternativas como ETFs (mais baratas).
References & Authoritative Sources
- Lei 11.053/2004 — Tributação dos planos de previdência complementar (PGBL/VGBL) · consulted May 31, 2026 · Fonte legislativa primária — tabela regressiva, regime tributário PGBL/VGBL, deduções
- SUSEP — Superintendência de Seguros Privados — Regulamentação dos planos de previdência complementar · consulted May 31, 2026 · Órgão regulador dos seguros e previdência privada — circulares, fiscalização, dados estatísticos
- Receita Federal — IN 1.343/2013 — Tratamento tributário das previdências complementares · consulted May 31, 2026 · Instrução Normativa Receita Federal — regras práticas tributação previdência complementar
Related Calculators
Methodology & Review
PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) são planos de previdência complementar regulados pela SUSEP e Receita Federal. Duas opções de tributação no resgate: PROGRESSIVA (mesma tabela mensal salário, 0-27,5%) ou REGRESSIVA (35% até 2 anos, descendo 5% a cada 2 anos, atingindo mínimo 10% após 10 anos). Para PGBL: contribuições dedutíveis até 12% renda bruta (declaração completa) — tributação sobre TOTAL no resgate. Para VGBL: contribuições NÃO dedutíveis — tributação só sobre RENDIMENTOS no resgate. O simulador aplica taxa diretamente ao valor resgatado.
Written by Ugo Candido · Last updated June 1, 2026.