Calculadora Juros Compostos: Crescimento de Capital

Veja como um capital inicial e aportes mensais constantes se transformam ao longo do tempo graças aos juros compostos — os rendimentos que geram rendimentos sobre si mesmos. Ferramenta essencial para quem planeia objetivos de longo prazo, como reforma ou independência financeira.

Investment Details
Valor investido hoje, no início do plano. Para Brasil: usar R$ em vez de €.
Taxa média anual bruta que o capital é estimado a render. Para PPR moderado: 3-5%. Para ETFs ações diversificados: 6-8%. Para conta poupança Brasil: ~6-7% (atualmente, atrelada a Selic). Para BTP/títulos públicos Brasil: 10-13% (Tesouro Selic 2024).
Valor adicionado ao capital cada mês. Para PPR Portugal: até €400-500/mês para maximizar deduções IRS (jovens limite €400). Para Tesouro Direto Brasil: aportes a partir de R$ 30.
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How the numbers shift across typical situations for this calculator:

ScenarioCapital finalContribuições totaisJuros acumulados
€5k inicial · €200/mês · 6% · 20 anos$108,959.20$53,000.00$55,959.20
€1k inicial · €100/mês · 7% · 30 anos$130,113.60$37,000.00$93,113.60
€10k inicial · €0/mês · 6% · 25 anos$44,649.70$10,000.00$34,649.70
€0 inicial · €300/mês · 7% · 15 anos$95,088.69$54,000.00$41,088.69

Como funciona esta calculadora

Indique o capital inicial, a taxa anual esperada, a duração e o aporte mensal. A calculadora capitaliza mensalmente: cada mês rende juros, esses juros somam-se ao capital, e o mês seguinte rende juros sobre o valor maior. A tabela separa o que aportou (capital) do que é fruto dos juros (rendimento). É a base matemática do investimento de longo prazo — funciona melhor com horizontes longos.

A fórmula

Future Value with Regular Contributions

FV = P(1 + r)^n + PMT · ((1 + r)^n − 1) / r

P = starting amount, PMT = monthly contribution, r = monthly rate (annual ÷ 12), n = number of months

Exemplo prático

Capital inicial €5 000, aporte mensal €200, taxa 6% ao ano por 20 anos. Total aportado: €53 000 (€5 000 + €200×240). Montante final: ~€108 959 (€55 959 são juros compostos). Sem aportes mensais, os €5 000 iniciais sozinhos chegariam a apenas €16 551. Para Portugal: aplicar tributação 28% sobre juros = €15 668 → líquido €93 291. Para PPR (regime fiscal favorável): tributação reduzida 21,5% após 8 anos = €12 031 → líquido €96 928.

Ideia-chave

Os juros compostos são o conceito mais poderoso do investimento de longo prazo. A diferença entre juros simples (apenas sobre o capital inicial) e compostos (sobre capital + juros acumulados) é exponencial ao longo do tempo. CONTEXTO PORTUGUÊS — instrumentos com juros compostos eficientes: (1) PPR (Plano Poupança Reforma): capitalização sem tributação durante o período. Tributação favorável ao reembolso (8,6-21,5% conforme idade e prazo). Dedução IRS na contribuição (20% até €400-600). (2) Depósitos a prazo: capitalização anual, tributação 28% sobre juros (categoria E IRS). Tipicamente 1-3% taxa nominal em 2024-2025. (3) ETF UCITS via corretora europeia: capitalização interna (acumulativos) ou distribuição (dividendos tributados 28%). Sem retenção na fonte na maioria dos casos. (4) Ações individuais: rendimentos via dividendos (28%) e mais-valias na venda (28% sobre 50% para residentes). CONTEXTO BRASILEIRO — instrumentos similares: (1) Tesouro Direto (especialmente Tesouro IPCA+ ou Tesouro Selic): tributação regressiva 22,5% (até 6 meses) a 15% (após 2 anos). (2) CDB (Certificado de Depósito Bancário): tributação regressiva idêntica. Maioria com cobertura FGC até R$ 250 mil. (3) LCI/LCA (Letras de Crédito): ISENTAS de IR para pessoa física — vantagem fiscal significativa. (4) Fundos de investimento: 'come-cotas' semestral (15-20%) + alíquota final regressiva. (5) Previdência privada PGBL/VGBL: alíquota progressiva (35% até 10%) ou regressiva (35% até 10% conforme tempo). REGRA DOS 72: ferramenta mental rápida — divide 72 pela taxa anual para obter anos para duplicar o capital. Taxa 6%: 72/6 = 12 anos. Taxa 10%: 7,2 anos. Aproximação precisa para taxas 4-15%. IMPACTO da inflação: rendimento real = (1 + taxa nominal) / (1 + inflação) − 1. Portugal 2024 inflação ~2-2,5%, Brasil ~4-5%. Para juros compostos eficazes a longo prazo: taxa real (acima inflação) deve ser positiva e consistente. Em períodos de alta inflação (Portugal 2022-2023, Brasil 2021-2022), depósitos a prazo com baixa taxa nominal podem ter rendimento real negativo — perda de poder de compra. Estratégia: diversificar entre renda fixa indexada à inflação (Tesouro IPCA+ Brasil; PPR ações Portugal) e renda variável a longo prazo (ETF ações globais).

A regra dos 72: quanto tempo para duplicar o capital

Um atalho mental que todo poupador deveria conhecer: divide 72 pela taxa anual para obter os anos necessários para duplicar o capital. Para taxa 6%/ano: 72/6 = 12 anos. Para 8%: 9 anos. Para 10%: 7,2 anos. Para 3%: 24 anos.

Matematicamente não é exato — o cálculo preciso é ln(2)/ln(1+r) — mas é uma aproximação precisa dentro de ~5% para taxas entre 4% e 15%. Para taxas mais baixas ou mais altas, conveniente usar 70 ou 76 como numerador (a 'regra do 70' é exata a taxa contínua).

Aplicação prática: se queres €500 000 aos 65 anos e tens 25 anos hoje (40 anos de horizonte), o capital deve duplicar cerca de 4 vezes. A 6% em 40 anos: cerca de 3,3 duplicações (40/12), então €10 000 hoje tornam-se cerca de €100 000. A 9% em 40 anos: 4,4 duplicações — os mesmos €10 000 tornam-se €410 000. A aritmética explica porque a taxa importa enormemente em horizontes longos.

PPR vs investimento livre: vantagem fiscal portuguesa

Em Portugal, o PPR (Plano Poupança Reforma) é o instrumento de investimento fiscalmente mais favorável para horizontes longos, beneficiando dos juros compostos sem tributação durante o período de poupança e com tributação favorável ao reembolso.

Vantagens fiscais cumulativas: (1) DEDUÇÃO IRS NA CONTRIBUIÇÃO: 20% das contribuições anuais (limites por idade: €400 para <35 anos, €350 para >35, €300 para 35-50). Para contribuinte na taxa marginal IRS 37%: cada €100 colocados no PPR economizam €20 de IRS. (2) ACUMULAÇÃO SEM TRIBUTAÇÃO: durante todo o período de poupança, os juros e mais-valias internos não são tributados. (3) TRIBUTAÇÃO FAVORÁVEL AO REEMBOLSO: 8,6% se reembolsado como reforma (idade legal), 17,2% após 5 anos para outros fins, 21,5% para reembolso antes do prazo mínimo. Compare com 28% standard para depósitos a prazo.

EXEMPLO COMPLETO. Contribuinte na taxa marginal 37% IRS, contribui €400/ano ao PPR a 4% durante 20 anos. (1) Ano a ano: economia IRS €80, contribuição efetiva €320. (2) Capitalização sem tributação: €400/ano a 4% durante 20 anos = €11 911 acumulados. (3) Reembolso como reforma: tributação 8,6% sobre rendimentos (€11 911 − €8 000 contribuídos = €3 911 rendimentos × 8,6% = €336). Net final: €11 575. Compare com depósito a prazo a 4% sem benefícios IRS: 20 anos × €400 = €8 000 aportes + ~€4 100 juros brutos − 28% IR sobre juros = €1 148 IR. Net €10 952. PPR é €623 mais vantajoso devido à acumulação intermédia sem tributação E ao IRS deduzido durante o período. Para taxas marginais 37%+ e horizontes >10 anos: PPR é quase sempre a escolha ótima como pilar de poupança longo prazo.

Tesouro Direto vs Previdência Privada no Brasil

No Brasil, dois principais instrumentos para juros compostos de longo prazo são o Tesouro Direto (especialmente Tesouro IPCA+) e a Previdência Privada (PGBL/VGBL). Cada uma com vantagens fiscais distintas — escolha depende do perfil tributário e horizonte.

TESOURO IPCA+ (renda fixa indexada à inflação): rendimento = IPCA + taxa real fixa (atualmente IPCA + 5,5-6,5%). Tributação regressiva: 22,5% (até 6 meses), 20% (6-12m), 17,5% (12-24m), 15% (acima de 2 anos). Sem come-cotas, tributação só no vencimento ou venda. Cobertura: garantido pelo Tesouro Nacional (risco soberano mínimo). Aporte mínimo: R$ 30 via Tesouro Direto. Ideal para reserva de longo prazo protegida contra inflação.

PGBL / VGBL (Previdência Privada): contribuições e capitalização semelhantes ao PPR português. PGBL: contribuições dedutíveis até 12% renda bruta (declaração completa IR). VGBL: contribuições não dedutíveis mas tributação só sobre rendimentos. TRIBUTAÇÃO: pode optar pela tabela PROGRESSIVA (mesma do salário, 0-27,5%) ou REGRESSIVA (35% até 2 anos, descendo 5% a cada 2 anos, até 10% após 10 anos). Para horizontes longos (>10 anos): tabela regressiva resulta em 10% — extremamente favorável. EXEMPLO: contribuir R$ 500/mês durante 30 anos a 8% ao ano. PGBL com tabela regressiva: capital final ~R$ 745 000, tributação no resgate ~R$ 60 000 (10% sobre R$ 600k de rendimentos), líquido R$ 685 000. Tesouro IPCA+ com R$ 500/mês durante 30 anos: capital final similar mas tributação 15% no resgate = ~R$ 89 000, líquido R$ 656 000. Para PGBL adicionalmente: economia IR durante 30 anos (12% × R$ 6 000 anuais × 27,5% marginal = R$ 198/ano economizado) = €5 940 cumulativos. ECONOMIA TOTAL PGBL vs Tesouro: ~R$ 35 000 ao longo de 30 anos, principalmente pela alíquota de saída menor e economia de IR durante a vida ativa. Para perfis em alta taxa marginal IR: PGBL/Previdência Privada é normalmente vantajosa em horizontes 10+ anos.

Como €10 000 cresce com taxas e prazos diferentes

Montante futuro de um investimento único de €10 000 a várias taxas anuais. Sem aportes adicionais. Mostra o efeito drástico de pequenas diferenças de taxa em horizontes longos.

Taxa10 anos20 anos30 anos40 anos
2%€12 190€14 859€18 114€22 080
4%€14 802€21 911€32 434€48 010
6%€17 908€32 071€57 435€102 857
8%€21 589€46 610€100 627€217 245
10%€25 937€67 275€174 494€452 593

A diferença entre 6% e 8% em 40 anos: mais do dobro do montante. Em 10 anos: apenas +21%. O tempo amplifica drasticamente as diferenças de taxa. Para Portugal: subtrair tributação 28% sobre juros (ou 21,5% se via PPR favorável). Para Brasil: 15% após 2 anos no Tesouro, ou tabela regressiva 10-35% na previdência privada.

Perguntas frequentes

O que são juros compostos?

Juros calculados tanto sobre o capital inicial como sobre os juros já acumulados. Ao longo do tempo a base que rende juros vai crescendo, então cada período adiciona um pouco mais que o anterior. Funciona como uma bola de neve — quanto mais rola, mais rápido cresce.

Qual a diferença com juros simples?

Juros simples calculam-se apenas sobre o capital inicial, então o montante cresce linearmente. Juros compostos calculam-se sobre o capital mais todos os juros acumulados, então o montante cresce exponencialmente. Em 30 anos a diferença é gigante: €10 000 a 5% dão €25 000 com juros simples vs €43 200 com juros compostos.

Que tributação se aplica em Portugal?

Depende do instrumento. Depósitos a prazo: 28% sobre juros (categoria E IRS). PPR: 21,5% após 8 anos, 17,2% após 5 anos para reembolso, 8,6% para reforma. ETF/ações: 28% sobre dividendos e 28% sobre 50% das mais-valias. Para PPR: dedução IRS na contribuição é vantagem adicional significativa.

Que tributação se aplica no Brasil?

Renda fixa (Tesouro, CDB): tabela regressiva 22,5% (até 6 meses), 20% (6-12m), 17,5% (1-2 anos), 15% (>2 anos). LCI/LCA: ISENTAS. Fundos: come-cotas semestral + alíquota final regressiva. Previdência PGBL/VGBL: progressiva ou regressiva 35-10%. Ações: 15-20% sobre lucros mensais >R$ 20k venda.

Que taxa devo usar?

Para depósitos a prazo Portugal 2025: 1-3%. ETF ações globais a longo prazo: 6-8% nominal. PPR moderado: 3-5%. Para Brasil: Tesouro Selic acompanha a taxa Selic (atualmente ~10-11% ao ano). Tesouro IPCA+ : IPCA + 4-6%. Ações via ETF: 8-12% nominal a longo prazo. Conservar margem prudencial.

A regra dos 72 é confiável?

Sim como aproximação rápida do tempo de duplicação. Divide 72 pela taxa anual e obtém os anos necessários para duplicar. Para taxa 6%: 72/6 = 12 anos para duplicar. Para 10%: 7,2 anos. Para 4%: 18 anos. Aproximação precisa dentro de ~5% para taxas entre 4% e 15%.

Referências e fontes oficiais

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Metodologia e revisão

Ugo Candido ✓ Editor
Founder & Editor-in-Chief at CalcDomain — responsible for the methodology, sourcing, and technical review of this calculator.

O modelo aplica capitalização mensal a um capital inicial e a aportes mensais constantes. Assume taxa anual estável; não deduz comissões de gestão, impostos sobre rendimentos (28% Portugal sobre juros, ou 15-22,5% Brasil regressivo em renda fixa). Os rendimentos reais variam ano a ano.

Atualizado