Calculadora do ROI (Retorno sobre Investimento) Total e Anualizado
Calcule o ROI (retorno sobre investimento) total e anualizado de qualquer investimento, projeto ou ativo — ações, imóveis, negócio, criptomoedas. O ROI é o indicador universal de rentabilidade, desde que se distingam corretamente ROI total, taxa anualizada (CAGR) e taxa interna de retorno (TIR/IRR).
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How the numbers shift across typical situations for this calculator:
| Scenario | Total ROI | Annualized ROI | Net profit |
|---|---|---|---|
| R$10k → R$25k · 8 anos | 150.00% | 12.14% | $15,000.00 |
| R$10k → R$7k · 3 anos | -30.00% | -11.21% | -$3,000.00 |
| R$50k → R$120k · 12 anos | 140.00% | 7.57% | $70,000.00 |
Como funciona esta calculadora
Informe o valor investido, o valor recuperado (valor final ou produto de revenda mais rendas) e o período. A calculadora devolve o ROI total, a taxa anualizada (CAGR) e o lucro líquido. Para comparar dois investimentos de durações diferentes, raciocine sempre em taxa anualizada: um ROI total de 150% em 8 anos equivale a 12,1% ao ano. No Brasil, compare sempre com o CDI (próximo da Selic) — em 2024-2025 em torno de 10,5-11% ao ano.
A fórmula
Return on Investment
V_start = amount invested, V_end = amount returned; annualized ROI = (V_end / V_start)^(1/n) − 1
Exemplo prático
R$10.000 investidos, R$25.000 recuperados após 8 anos. ROI total: (25.000 − 10.000) / 10.000 = +150%. Taxa anualizada (CAGR): (25.000/10.000)^(1/8) − 1 = 12,1% ao ano. Lucro líquido: R$15.000. No Brasil, a taxa anualizada de 12,1% deve ser comparada com o CDI (~10,5-11%): o investimento rendeu pouco acima do livre de risco, ou seja, o prêmio de risco foi pequeno para um ativo de risco.
Ideia-chave
O ROI é o indicador de rentabilidade mais universal, mas frequentemente mal interpretado — e no Brasil há uma particularidade essencial. Três precisões. Primeiro: nunca confundir ROI total e taxa anualizada. Um ROI de 150% impressiona, mas distribuído em 20 anos representa apenas 4,7% ao ano. A taxa anualizada (CAGR) é o único indicador que permite comparar investimentos de durações diferentes. Segundo: o ROI não considera o valor temporal dos fluxos intermediários. Para um investimento que gera rendas regulares (aluguéis, dividendos) ou exige aportes escalonados, a TIR (taxa interna de retorno, IRR) é mais precisa. Terceiro, e crucial no Brasil: o ROI deve sempre ser comparado com o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, próximo da taxa Selic), que é a referência de retorno livre de risco. Com a Selic em 10,5-11% ao ano no biênio 2024-2025, um investimento de risco precisa render bem acima disso para justificar o risco — um ROI anualizado de 12% para um ativo de risco oferece um prêmio de risco pequeno. Além disso, o ROI bruto deve ser ajustado pela tributação (IR de 15-22,5% sobre ganho de capital, IR regressivo sobre renda fixa, isenção de dividendos e de rendimentos de FII/LCI/LCA) para obter o retorno líquido real.
ROI total, taxa anualizada e a comparação com o CDI
O ROI (Return on Investment, retorno sobre investimento) é o indicador de rentabilidade mais difundido, mas também um dos mais mal interpretados. O ROI total mede o ganho global obtido em porcentagem do capital investido: ROI = (valor recuperado − valor investido) / valor investido. É uma medida simples e intuitiva, mas que ignora completamente a duração da detenção.
É aí que reside o erro mais frequente: comparar dois investimentos pelo ROI total sem considerar a duração. Um ROI de 150% pode corresponder a um desempenho excelente (12,1% ao ano em 8 anos) ou medíocre (4,7% ao ano em 20 anos). A taxa anualizada, ou CAGR (Compound Annual Growth Rate), corrige esse viés expressando o retorno em base anual composta: CAGR = (recuperado / investido)^(1/anos) − 1. É o único indicador que permite comparar rigorosamente investimentos de durações diferentes.
No Brasil, há uma referência incontornável para enquadrar qualquer ROI: o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que acompanha de perto a taxa Selic e representa o retorno livre de risco da economia. Com a Selic em 10,5-11% ao ano no biênio 2024-2025, um investimento de risco só se justifica se render consistentemente acima do CDI. Comparar a taxa anualizada de um investimento com o CDI mede o 'prêmio de risco' — o retorno adicional obtido por assumir risco. Um ROI anualizado de 12% para um ativo de risco, com CDI a 11%, oferece um prêmio de risco de apenas 1 ponto, geralmente insuficiente; o investidor brasileiro tem, no juro real elevado da renda fixa, um forte concorrente para qualquer ativo de risco.
Os limites do ROI: fluxos, tributação e a vantagem dos isentos
O ROI simples apresenta três limites importantes a conhecer para não errar nas decisões. O primeiro é a ausência de consideração do valor temporal dos fluxos intermediários. Para um investimento que gera rendas regulares (aluguéis, dividendos, cupons) ou que exige aportes escalonados (chamadas de capital em private equity, obras), o ROI simples trata cada real da mesma forma, chegue no início ou no fim. A TIR (taxa interna de retorno, IRR), que traz cada fluxo a valor presente na sua data, é então uma medida bem mais precisa da rentabilidade real.
O segundo limite é a tributação, com uma característica brasileira marcante. O ROI exibido é quase sempre bruto. A tributação varia muito conforme o ativo: IR de 15-22,5% sobre ganho de capital em imóveis e bens, IR regressivo (22,5% a 15%) sobre renda fixa, IR de 15-20% sobre ganho em ações. Mas o Brasil tem um conjunto de ativos isentos de IR para a pessoa física: dividendos de ações, rendimentos de FII (Fundos Imobiliários), LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas. Para esses ativos, o ROI bruto é também o líquido (na componente de renda), o que melhora substancialmente o retorno efetivo e os torna muito populares.
O terceiro limite são os custos. Taxas de corretagem (cada vez menores, com muitas corretoras zerando), emolumentos da B3, taxas de administração de fundos, ITBI e cartório no imóvel: todos reduzem o ROI real. O reflexo correto é calcular sempre um ROI líquido, após tributação e custos, trazê-lo a taxa anualizada, e compará-lo com o CDI. Um ativo de risco cujo ROI anualizado líquido não supera com folga o CDI dificilmente compensa, dado o elevado retorno livre de risco disponível no Brasil — uma realidade que torna a disciplina de comparar todo ROI com o CDI especialmente importante para o investidor brasileiro.
ROI: fórmulas e referências de rentabilidade no Brasil (2024-2025)
Indicadores e referências de rentabilidade dos investimentos.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Fórmula ROI total | (recuperado − investido) / investido × 100 |
| Fórmula taxa anualizada (CAGR) | (recuperado/investido)^(1/anos) − 1 |
| TIR (IRR) | Traz a valor presente os fluxos |
| Referência livre de risco | CDI ~10,5-11% (Selic) |
| Ações (histórico Ibovespa) | Variável, alta volatilidade |
| Imóvel a renda (líquido) | 3-6% + valorização |
| IR ganho de capital | 15-22,5% |
| Dividendos / FII / LCI / LCA | Isentos de IR (PF) |
| ROI exibido | Geralmente bruto |
| Comparação de durações | Sempre em taxa anualizada |
No Brasil, comparar sempre o ROI anualizado líquido com o CDI. Os ativos isentos (dividendos, FII, LCI/LCA) melhoram o ROI líquido. Fontes: BCB, B3, Receita Federal.
Perguntas frequentes
Como se calcula o ROI?
ROI = (valor recuperado − valor investido) / valor investido × 100. Exemplo: R$10.000 investidos, R$25.000 recuperados, ROI = (25000 − 10000) / 10000 = +150%. A taxa anualizada (CAGR) = (recuperado/investido)^(1/anos) − 1.
Qual a diferença entre ROI total e taxa anualizada?
O ROI total é o ganho global em porcentagem, sem considerar a duração. A taxa anualizada (CAGR) o traz a base anual. Um ROI de 150% em 8 anos = 12,1% ao ano, mas em 20 anos só 4,7% ao ano. Raciocinar sempre em anualizado para comparar.
Por que comparar o ROI com o CDI?
No Brasil, o CDI (próximo da Selic) é a referência de retorno livre de risco. Com a Selic em 10,5-11% ao ano (2024-2025), um investimento de risco só compensa se render bem acima do CDI. Comparar o ROI anualizado com o CDI mede o 'prêmio de risco' — quanto a mais se ganha por assumir risco.
O que é a TIR (IRR) e quando usá-la?
A taxa interna de retorno (TIR, ou IRR) traz a valor presente todos os fluxos intermediários (rendas, aportes) nas suas datas. É mais precisa que o ROI para investimentos com fluxos escalonados (aluguéis, dividendos, chamadas de capital). O ROI simples basta para um investimento com único fluxo de entrada/saída.
O ROI é bruto ou líquido?
O ROI exibido é quase sempre bruto. Para o retorno líquido real, deduzir a tributação (IR 15-22,5% sobre ganho de capital, IR regressivo sobre renda fixa) e os custos — lembrando que dividendos de ações e rendimentos de FII/LCI/LCA são isentos de IR para PF, o que melhora o ROI líquido desses ativos.
O ROI pode ser negativo?
Sim. Se o valor recuperado for inferior ao investido, o ROI é negativo (prejuízo). Exemplo: R$10.000 investidos, R$7.000 recuperados, ROI = −30%. A taxa anualizada também é então negativa.
Referências e fontes oficiais
- Banco Central do Brasil (BCB) — Taxa Selic, CDI e educação financeira · consulted May 31, 2026 · Referência da taxa livre de risco (CDI/Selic) para comparar o ROI
- Receita Federal do Brasil — Tributação de ganhos de capital e isenções (dividendos, FII, LCI/LCA) · consulted May 31, 2026 · Tributação a deduzir do ROI bruto; ativos isentos
- B3 — Brasil, Bolsa, Balcão / CVM — Educação do investidor: rentabilidade, risco e juros compostos · consulted May 31, 2026 · Educação financeira sobre rentabilidade e risco
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Metodologia e revisão
ROI (Return on Investment, retorno sobre investimento) = (valor recuperado − valor investido) / valor investido × 100. A taxa anualizada (CAGR) = (valor recuperado / valor investido)^(1/anos) − 1. O ROI total mede o ganho global em porcentagem do capital inicial; a taxa anualizada o traz a uma base anual comparável. O ROI não considera o valor temporal dos fluxos intermediários (para isso, a TIR/IRR) nem a tributação. Para comparar investimentos de durações diferentes, a taxa anualizada é o indicador pertinente. No Brasil, é essencial comparar o ROI sempre com o CDI/Selic, referência de retorno livre de risco.
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